guri

Daqui a pouco tá saindo do forno o CD do Projeto Guri – uma das iniciativas mais bacanas relacionadas à música e cidadania.

Para este álbum, vários artistas foram convidados a compor canções para que os jovens instrumentistas as interpretassem. Houve muito ensaio e depois muito empenho deles no estúdio pra registrar as parcerias.

Pela capa do disco dá pra ver que a companhia é boa! Compus com o John “Sem Embaraço” , faixa que também canto. Com Zélia Duncan escrevi “A Voz do Meu Instrumento” que ela própria interpreta.

Vai ter lançamento em São Paulo, quem ficar curioso, vale a visita à pagina do Projeto Guri.

Só pra deixar vocês mais interessados olha o que eles tem como fundamento:

“Oferecemos, gratuitamente, aulas de instrumentos de cordas, cordas de arco, sopros, percussão e canto coral, proporcionando aos alunos o contato com valores implícitos no ensino musical, dentre eles a concentração, a disciplina, o trabalho em grupo, o respeito às diferenças e a apuração da sensibilidade.”

:  D

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5PremioBravoFoto: Ricardo Koctus

Hoje, na TV Cultura, 23h10, a íntegra da premiação.

AboutFace

PRA CHAMAR SUA ATENÇÃO


Essa frase parece letra de música de alguém apaixonado querendo ser notado, não é? Mas é pra falar sobre um assunto sério com o qual tenho me envolvido recentemente. Há mais de ano recebi o material de uma ONG chamada AboutFace. Ela tem sede no Canadá desde 1985 e hoje também está no Brasil fazendo um trabalho importante para criar uma rede de compartilhamento de experiências sobre diferenças faciais, defeitos físicos adquiridos por doenças ou acidentes. Achei muito boa a iniciativa mas por causa de uma intensa rotina de trabalho, respondi que não conseguiria me envolver por inteiro para ajudá-los no ano passado. Para mim não basta apenas doar verba, colocar uma foto no site. Prefiro doar o meu tempo participando de ações, usando a visibilidade que minha carreira tem pra que mais gente se interesse e seja um agente positivo sobre o assunto.

Então depois desse primeiro contato em 2008, só agora estamos colocando em prática essa amizade. Se tudo der certo, em breve mais e mais gente estará envolvida nessa caminhada. Aqui na coluna várias vezes escrevi textos que despretensiosamente tocaram muita gente que se identificou com o assunto. Foram ideias que partiram de experiências minhas, pequeninas, mas enormes na vida de outras pessoas. Situações como ser ridicularizado por causa de sotaque, ter um nome engraçado, usar óculos de grau alto, não ser lá muito bonito, andar com dificuldade, ter gosto peculiar por roupas, ser pequeno demais ou muito grande. Ser muito branco, muito preto ou muito oriental. Muito magro ou muito gordo… Conheci gente que tem a cara torta, anda de rodinhas, não tem um braço ou uma mão. Alguns não falam, não escutam ou não enxergam, mas se comunicam bem com o mundo, são competentes na sua vida cotidiana. Trabalham, dão alegria a outras pessoas. São queridos e amados, enfim.

Aí vocês me perguntam: qual é o meu defeito que me faz sentir motivada a trabalhar para uma organização como a AboutFace? Talvez eu não tenha algo notável assim à primeira vista, mas tenho vários outros que por serem “invisíveis” fazem com que minha interface com o mundo seja mais suave do que aquelas pessoas que lidam diariamente com suas diferenças.

O público-alvo imediato da nossa campanha são jovens entre 10 a 15 anos. Curiosamente parece ser essa a faixa etária que mais olha estranho para o “não-semelhante”. Além disso, são os que mais praticam o bullying - provocações físicas ou psicológicas a outros colegas. Tudo muito gratuito e cruel, sem qualquer explicação a não ser um suposto “não fui com a sua cara porque você não é como eu”.

As crianças bem novinhas, são as que perguntam e se aproximam com mais naturalidade das pessoas que acham estranhas. Percebo isso até mesmo com minha filha que sem qualquer constrangimento perguntou pra um senhor: “Por que você tá sem perna e sem um montão de dedos?!”. Aí ele gentilmente resumiu sua história de vida e mostrou que mesmo sem tudo isso é ele que conserta os sapatos e bolsas de muita gente. Ela sorriu e disse: “Tá bem!”. Outro dia ela também traduziu de uma forma carinhosa a condição de uma amiga, quando eu tentava explicar pro garçon que precisava ir para outro restaurante – um que tivesse acessibilidade pra alguém que usa cadeira de rodas. Ela simplesmente falou: “Ela tem rodinhas. Não consegue passar aqui nessa escada, moço”. Minha amiga de rodinhas! Uma imagem mais simpática do que qualquer coisa que eu pudesse pensar.

Então para que jovens e adultos se tornem mais sensíveis ao mundo em que vivemos é que convocamos aqui o olhar mais carinhoso de todos.


Visitem: http://www.aboutfacebrasil.org.br/saiba_mais.htm


Contato: beth.moura@aboutfacebrasil.org.br


Texto publicado em 29/09/2009 – Estado de Minas & Correio Braziliense

Alborada

No ano passado recebi um telefonema de um moço que se chama Carlos Núñez. Ele falava com sotaque espanhol, mas eu podia compreender praticamente tudo o que estava dizendo. “Sou da Galícia, lá falamos assim mesmo não estou tentando falar meio português, meio galego…” . Ele estava no Brasil produzindo um álbum onde acentuava-se as afinidades entre nossos idiomas, musicalidade e artistas.

Ele não me conhecia direito e eu também a ele, mas tinha sido indicada por gente que considero muito boa – não vou dizer quem pra não ficar me exibindo :  D – pra cantar uma das faixas. Disse que ia ouvir algumas de suas coisas na internet e que se houvesse alguma empatia, a gente podia marcar um encontro. Vi e ouvi várias coisas do Carlos e gostei dele. Estava num momento de correria incrível, mas conseguimos almoçar juntos no aeroporto de Congonhas uma tarde.  Conversamos um pouco e combinamos que eu ouviria o material que ele queria que eu gravasse.

Já foi me dizendo que era um desafio, nunca tinha sido cantada dessa forma, era uma canção escrita originalmente para gaitas. Escrita por Rosalía de Castro (1837-1885), importante figura da literatura galega, “Alborada de Rosalía” tem uma letra enorme e exigiu de mim um tanto de cuidado pois Carlos queria que eu a cantasse em galego, com meu sotaque brasileiro mesmo. Ele veio ao nosso estúdio em Belo Horizonte e foi me dando algumas dicas enquanto eu gravava. Posso dizer que temi um pouco pela minha performance, tem que ter fôlego de nadador pra cantar… mas depois que o Alê Siqueira misturou tudo com seus arranjos, os teclados do Jeneci, vozes do Marcelo Pretto e um bocado de gente boa, ficou tudo bem bonito.

Quem puder adquirir um exemplar, tem um projeto gráfico incrível e muita informação. É um lançamento internacional da Sony Music. Mas tenho certeza de que conseguirão ouvir por . Ainda tem Lenine, The Chieftains, Adriana Calcanhotto, Luisa Maita, Dominguinhos e muito mais… Saiu uma crítica bacana  num jornal argentino que vocês podem ler aqui.

A letra está aí embaixo:

letra

WC

Eu tava preparando a foto pra colocar aqui e vai o John e põe ali.

Mas tudo bem, faz sentido e tem outra “natureza” de postagem.

Eu ia dizer que a produção do camarim de Blumenau tinha sido tão cuidadosa que além de outros detalhes, tinha até feito um banheiro VIP pra mim.

Claro que Mariá e Aída, as outras meninas da minha turnê poderiam usar a minha portinha…

Mas Mariá nem tava lá. Foi um show trio…

De todo jeito vale a visita no site dos 665!

PS: tinha uma plaquinha caída no chão “Banda”, mas descolou…

;  )

DOG2

DOGFotos: John Ulhoa

MarioFoto: Thiago? Mariá? Aída? Patrícia? Enfim…

VMB

Foto: Nino Andrés

ZFTFoto: Twitter da Zélia

Ter feito finalmente o espetáculo em Curitiba me deixou muito feliz. Obrigada a todos que deixaram de lado o Show da Gripe e foram lá nos assistir. Antes  passei em Joinville que foi a primeira cidade de Santa Catarina a assistir ao show completo da turnê, com cenário e banda. Platéia incrível. Atenção Blumenau e Florianópolis, precisamos voltar com todo mundo e poder de fogo total!

Kobune ganhou novamente! No Festival de Curtas em Santos, Melhor Direção de Videoclipe Brasil 2009, Giuliano Chiaradia e Paula Padilha. Parabéns, gente! Vocês são mesmo muito bons!!

Sexta toquei em Brasília (mais uma vez!), grátis, no evento  que marcou o início das comemorações dos 50 anos da cidade e também dos 107 anos de nascimento de JK, que foi daqueles políticos que todo mundo se lembra com carinho. O palco foi montado no pátio do Museu da República. Um clima ótimo.

Domingo teve show dose dupla: Zélia, eu e Frejat no Ibirapuera no Viva Consul, com a Orquesta Sinfônica Arte Viva, conduzida pelo maestro Amílson Godoy. Dia de luz, festa do sol e muito VENTO. Quem esteve lá sabe do que estou falando… mas nada atrapalhou a sensação boa de estar perto de artistas queridos e músicos talentosos. As pessoas sentadas no gramado com cara de felicidade… foi muito bom!

TFZFoto: Flickr da Zélia

Tive que sair correndo do parque pro show do PATO FU no SESC Itaquera, nem consegui dar aquela atenção aos fãs na saída, pois chegaria atrasada… me desculpem, vocês sabem como eu gosto de recebê-los depois dos espetáculos, mas era impossível por conta do horário. O show com a banda foi dos mais legais. Mudamos algumas coisas no setlist e tocamos coisas do fundo do baú como “Mamãe Ama É o Meu Revólver”, “Spoc”, “Amendoim”… Aliás tenho que dizer que uma das coisas que me deixa mais brava no momento é alguém me anunciar como “ex-Pato Fu”. Como assim? A banda tá tocando, viva, prestes a gravar o décimo disco da carreira… Por favor, não!

Petit FourFoto: Twitter do Lulu Camargo

Meu disco com a Maki Nomiya está rodando na fábrica lá no Japão. O EP vai se chamar Maki Takai No Jetlag. Humm… ficou muito bom!

_________info015

Tem mais coisa pra contar, mas fica pro próximo…

:  D

VEJA

Entrevista on line com Sérgio Martins para a seção Veja Música.

Tem canções também!

:  D

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