
Julho 2009
Julho 28, 2009
Julho 24, 2009
@ Auckland Zoo
: D
Julho 21, 2009
@ Coronet Peak
Julho 17, 2009
Queenstown – New Zealand
: )
Julho 9, 2009
Aqui estou eu. Lavo o rosto, passo corretivo nas espinhas, base cremosa na face, pó compacto, um tiquinho de sombra, rímel, gloss, pomada nos cabelos. Agora nem pareço a mesma pessoa que ao acordar ainda gripada disse: Hoje não saio de casa por nada nesse mundo. Só pra levar e buscar a filha na escola, claro. Mas isso já não conta. Escolho preto. Não por causa da morte. Acabei tendo um bocado de roupas pretas nos últimos anos. Logo eu, que prefiro azul, com tendência ao vermelho algumas vezes. Volto ao espelho. Não estou num bom dia. Tinha que ter cortado o cabelo. Precisava estar arrumada. Ponderei que o Rei do Pop era vaidoso e não ia querer que as pessoas dessem depoimento sobre ele de qualquer jeito. Por isso me dei um jeito. Nunca imaginei que um dia tivesse que dar depoimento sobre a morte do Michael Jackson. Também chorei.
Ontem, parei antes de uma faixa de pedestres pra um cachorro de rua atravessar. Ele ou ela, não consegui perceber. O bichinho estava hesitante, como todos ficam numa avenida com movimento pesado de carros. Mas parecia estar esperando com uma pata na faixa. Freei porque o carro que vinha atrás de mim estava a uma distância segura. O cão marrom, magro e meio pelado, atravessou até o meio da pista. Outro carro que vinha na direção oposta também parou em solidariedade. Alguém buzinou. Não me preocupei em responder. Podia ser a sua mãe, pensei.
Nessa mesma avenida, em que passo quase todo dia, tinha uma planta que teimava em crescer bem no ladinho do canteiro central. Era só um talo, que fui observando durante alguns meses. Torcia pra ninguém arrancar aquela manifestação da natureza, tão frágil no cimento duro. A cada dia de varrição de rua ou de gente da prefeitura dando uma geral no bairro, fazia pensamento positivo pra alguém também simpatizar com ela e deixá-la em paz. Sabia que não podia durar muito; afinal, ali não era lugar de árvore nascer, quanto mais se desenvolver. Vi que ela não está mais lá. Seria muito pensar que a mão amiga de uma pessoa que anda sempre por ali resolveu levá-la pra casa? Ou que ela foi quebrada de mansinho… respira fundo que não dói. Sempre dói.
Depois de três semanas fungando e tossindo, ouvi minha mãe e comprei uns suplementos de vitamina C quando saímos juntas da última vez. Parece que funcionou. Ou então o ciclo da doença apenas se cumpriu. Na saída da farmácia, um mendigo, me desculpe se não era senhor, mas parecia, ficou pedindo com insistência alguma ajuda em dinheiro. ”Conheci o Ibrahim Sued, dona. Já frequentei os melhores lugares de Ipanema, Copacabana… Fui motorista de gente fina! Trabalhei num canal de televisão.” Puxa, quase fiquei com vontade de entrevistá-lo, mas minha mãe só me contou isso quando voltei pro carro e o segurança do estabelecimento, com jeito, pediu pra ele sumir dali. Fernando Sabino tem uma culpa boa em fazer a gente acreditar nessas estórias.
Eu vinha à direita pra fazer um retorno numa avenida quando vi uma batida de trânsito. Foi na pista de rolamento central de uma via rápida. Os dois ocupantes do carro da frente saíram de modo violento pra tirar satisfação do veículo que os tinha atingido por trás. Pensei num flash que alguém poderia estar armado e sobrar pra mim. Pelo jeito, o motorista que bateu atrás pensou a mesma coisa. Ou quis fugir por estar mesmo sem razão, sem lenço e sem documento. De repente, o carro deu ré e veio em direção ao meu. Tive que desviar bruscamente, me joguei na entrada de um restaurante. Os dois foram embora em perseguição para um desfecho que nem sei… Desci do carro e fiquei pensando que aquela não era uma boa hora pra morrer ou me machucar. O porta-malas do meu carro estava cheio de compras com coisas de geladeira se derretendo e minha filha de 5 anos me esperava pra ver o filme que eu tinha prometido alugar pra ela. Vi que estava tudo bem e fui pra casa. ”Mamãe! Você voltou!.” Abracei a pequena e lhe disse baixinho pra ela não ouvir: Hoje voltei.
Publicado no jornal Estado de Minas – 30/06/09
PS: a camiseta ganhei de presente em 2007… mas esqueci o nome do moço que me deu… : (
Julho 4, 2009
Foto: Gabriela Lima
Tem alguém com tempo sobrando twittando em meu nome.
Bem… não sou eu.
Este é o meu espaço oficial e também o site do Pato Fu.
As mensagens da dita (o) cuja (0) fake são até educadas, mas fingir que sou eu é o fim da picada.
Espero que não percam seu tempo lá.
Avisados estão.
: )
